Talvez a hora de arrumar as malas seja a mais difícil. É quando você olha pra cada roupa e lembra, o que viveu com cada uma, imagina, o que poderia ter acontecido e , no final, dá um sorriso: valeu a pena. Da última vez, que deitei naquela cama, foi mais difícil. Tinha uma saudade dolorosa no peito. Saudade essa que eu converti em lágrimas. Dessa vez, os olhos marejaram, encheram de água, mas não caíram as lágrimas.
Percebo o efeito narcótico que a esta cidade tem sobre mim : me dá uma falsa realidade. Onde não me preocupo com nada e não existem regras. O futuro vai ser bom, por pior que seja, e o presente é feliz, onde quer que eu esteja, apenas estando lá, andando por entre seus becos e suas ruas, pavimentadas ou não, olhando para uma natureza seca que molha meu ser de uma vontade de viver, de uma vontade de sorrir. Onde toda noite é divertida e os amigos nunca se cansam, sempre tem algum assunto. E como se um dia não bastasse, todo dia é igual ao outro mas mesmo assim, é um dia novo, diferente.
Mas aí, quando chega o fim, agora aqui, deitado nesta cama, olhando para o teto, vejo que tudo isso é um sonho utópico. Que eu vou voltar para minha batalha diária, que eu voltar para onde eu não respiro bem, que eu voltar pedindo para não ficar. Eu me entorpeço em dor, me alegro na tristeza.
Eu sei que meu amor fica aqui mas eu tenho um amor por ti, minha terra, que é maior que todos os outros. Não sei se é o povo, não sei se é o tédio, só sei que quando estou aí, eu fico em paz. Paz essa, que lembra a que tenho quando estou nos braços do meu amor. Mas veja que a tua é mais duradoura, posto que não posso te ter. Vejo que é mais duradoura , pois sei que não gosto de dizer Adeus.
13 outubro 2010
29 setembro 2010
Saturday
Certo dia, me disseram que eu tinha de fazer algo pra ti. Eu pensei que seria fácil e rápido, justo pela minha, enganatória, habilidade para escrever. O tempo passou e meu problema de irrelevar, deixar de lado, afetou. Esqueci por completo o que tinha de fazer, quando fui ver, era tarde demais. Não pense que te ignoro. Eu realmente esqueci a data. Mas, penso eu, de todo jeito, não é preciso uma ocasião especial, para dizer algumas coisas sinceras.
Okay, não sou um dos bons amigos. Talvez nunca eu o seja. Não sei se por falta de assunto ou abraço. Tenho a, infeliz, mania de deixar esquecido tudo que se passa longe de mim, por isso, tento intensificar tudo Muitas vezes exagero, faço muito caso de pouca coisa, mas eu prefiro assim. While you're with me.
Coisas platônicas são intactas, belíssimos cristais, sem falhas, lapidados de acordo com sua imaginação, por vezes, controlada, por outras, não . Ontem à noite, sonhei contigo. Daí surgiu a vontade de escrever algo. Não saiu bom, mas... eu acho que é sincero.
Last night I dreamt about you,
And I miss the things that will never happen.
I remember ... the taste of your kiss ...
Okay, não sou um dos bons amigos. Talvez nunca eu o seja. Não sei se por falta de assunto ou abraço. Tenho a, infeliz, mania de deixar esquecido tudo que se passa longe de mim, por isso, tento intensificar tudo Muitas vezes exagero, faço muito caso de pouca coisa, mas eu prefiro assim. While you're with me.
Coisas platônicas são intactas, belíssimos cristais, sem falhas, lapidados de acordo com sua imaginação, por vezes, controlada, por outras, não . Ontem à noite, sonhei contigo. Daí surgiu a vontade de escrever algo. Não saiu bom, mas... eu acho que é sincero.
Last night I dreamt about you,
And I miss the things that will never happen.
I remember ... the taste of your kiss ...
Ruminado por
Pedro Lira.
21 setembro 2010
14 setembro 2010
Dois coelhos, uma cajadada.
Eu me pergunto :
Por que não consigo irrelevar?
Por que não consigo deixar de lado?
Por que é difícil viver sem dor?
Eu me respondo :
Talvez algo se explique por 'amor'.
A gente só pensa no tempo que vem, ou que virá e acaba esquecendo do tempo que passou, da semana que passou. Certo dia, eu tinha duas pessoas, uma longe, mas que estava perto, e outra mais longe ainda, mas que estava dentro de mim, me deu formação para ser o que eu sou. Hoje, perdi as duas.
A sensação de perder alguém é sublime, é sobrenatural, é insensível. Daí, você se sente entorpecido e não consegue acreditar no que está sentindo. Você tenta voltar atrás, mas a mesma vontade de voltar, se funda na vontade de ficar, porque tu sabes que não adianta voltar, agora você perdeu-o e não há como voltar.
E tu sentes um certo vazio no peito.
E tu sentes que existe algo mais puxando seu ar.
Tu achas que tudo aquilo um dia vai passar e vocês vão voltar a se falar, abraçar , chorar e até brigar novamente. Mas no fundo da alma, tu sabes que ela já foi embora. E tu lutas contra aquilo, porque se sente culpado na inocência do perder. Algumas pessoas vão, outras ficam , mais ainda virão, mas por mais que cheguem outros sorrisos, olhares e abraços, só vais querer aqueles que tu não podes ter. Tu descansarás então num mar de lembranças de coisas que nunca viu, num rio de sentimentos que nunca sentiu, porém hoje sentas n'um gramado onde tudo é preto-e-branco, não existe arco-íris, não existe céu.
-
Eu só queria , para as duas pessoas, poder dar um abraço e dizer que sinto muito.
Pedir mais uma chance para fazer alguma pseudo-lembrança tornar-se verídica.
Sinto que já não posso escolher, decidir, deliberar nem julgar.
Sinto que já é tarde demais.
Por que não consigo irrelevar?
Por que não consigo deixar de lado?
Por que é difícil viver sem dor?
Eu me respondo :
Talvez algo se explique por 'amor'.
A gente só pensa no tempo que vem, ou que virá e acaba esquecendo do tempo que passou, da semana que passou. Certo dia, eu tinha duas pessoas, uma longe, mas que estava perto, e outra mais longe ainda, mas que estava dentro de mim, me deu formação para ser o que eu sou. Hoje, perdi as duas.
A sensação de perder alguém é sublime, é sobrenatural, é insensível. Daí, você se sente entorpecido e não consegue acreditar no que está sentindo. Você tenta voltar atrás, mas a mesma vontade de voltar, se funda na vontade de ficar, porque tu sabes que não adianta voltar, agora você perdeu-o e não há como voltar.
E tu sentes um certo vazio no peito.
E tu sentes que existe algo mais puxando seu ar.
Tu achas que tudo aquilo um dia vai passar e vocês vão voltar a se falar, abraçar , chorar e até brigar novamente. Mas no fundo da alma, tu sabes que ela já foi embora. E tu lutas contra aquilo, porque se sente culpado na inocência do perder. Algumas pessoas vão, outras ficam , mais ainda virão, mas por mais que cheguem outros sorrisos, olhares e abraços, só vais querer aqueles que tu não podes ter. Tu descansarás então num mar de lembranças de coisas que nunca viu, num rio de sentimentos que nunca sentiu, porém hoje sentas n'um gramado onde tudo é preto-e-branco, não existe arco-íris, não existe céu.
-
Eu só queria , para as duas pessoas, poder dar um abraço e dizer que sinto muito.
Pedir mais uma chance para fazer alguma pseudo-lembrança tornar-se verídica.
Sinto que já não posso escolher, decidir, deliberar nem julgar.
Sinto que já é tarde demais.
Ruminado por
Pedro Lira.
12 setembro 2010
minha praia
é difícil ver o céu,
com tantas luzes em chão.
é impossível ver-te nua,
querida lua.
vi uma estrela,
de brilho amarelo.
ouvi o barulho,
das ondas do mar.
uma sede insaciável,
uma saudade de você.
me sinto náufrago,
à se afogar,
sem tu , meu barco,
para me salvar.
e a cada onda quebrando cá,
lembro-me das enchentes e secas,
que passamos por lá.
e cada lágrima que hei de derramar,
é mais uma a juntar-se ao mar,
enquanto estou , só, à esperar,
o por-do-sol, ir-se devagar.
com tantas luzes em chão.
é impossível ver-te nua,
querida lua.
vi uma estrela,
de brilho amarelo.
ouvi o barulho,
das ondas do mar.
uma sede insaciável,
uma saudade de você.
me sinto náufrago,
à se afogar,
sem tu , meu barco,
para me salvar.
e a cada onda quebrando cá,
lembro-me das enchentes e secas,
que passamos por lá.
e cada lágrima que hei de derramar,
é mais uma a juntar-se ao mar,
enquanto estou , só, à esperar,
o por-do-sol, ir-se devagar.
Ruminado por
Pedro Lira.
02 setembro 2010
01 setembro 2010
rimas fáceis
calma,
não precisa disso tudo.
se te pedi pra ter calma,
tente ver que não errei.
espera,
se sair agora,
não tem mais espera,
se tu for, tu te demora.
por favor,
é mesmo assim que você quer ?
não vê que eu fiz um favor ?
não fiz nada demais, eu..
não falei nada a mais,
você pensou coisa demais,
não existe algo capaz,
de me fazer voltar atrás.
eu não tentei nada de mais,
não acredito que você foi capaz,
de me fazer raiva demais,
de crer que eu vou voltar atrás.
vá embora,
suma daqui,
não quero ver você,
por perto de mim.
já foi?
ah, agora foi,
não me preocupo com dor,
já que de longe estou.
dor,
é a melhor palavra que há,
para se rimar com
amor.
não precisa disso tudo.
se te pedi pra ter calma,
tente ver que não errei.
espera,
se sair agora,
não tem mais espera,
se tu for, tu te demora.
por favor,
é mesmo assim que você quer ?
não vê que eu fiz um favor ?
não fiz nada demais, eu..
não falei nada a mais,
você pensou coisa demais,
não existe algo capaz,
de me fazer voltar atrás.
eu não tentei nada de mais,
não acredito que você foi capaz,
de me fazer raiva demais,
de crer que eu vou voltar atrás.
vá embora,
suma daqui,
não quero ver você,
por perto de mim.
já foi?
ah, agora foi,
não me preocupo com dor,
já que de longe estou.
dor,
é a melhor palavra que há,
para se rimar com
amor.
Ruminado por
Pedro Lira.
30 agosto 2010
saudade
com tua presença, me sinto só.
com tua ausência, é uma alegria mor.
com tua tristeza, alegria reina,
com tua alegria, à tristeza beira.
com tuas lágrimas, choro apertado,
com teu choro, coração aliviado.
com tua ausência, é uma alegria mor.
com tua tristeza, alegria reina,
com tua alegria, à tristeza beira.
com tuas lágrimas, choro apertado,
com teu choro, coração aliviado.
Ruminado por
Pedro Lira.
29 agosto 2010
hoje a janela se fechou
certo dia, eu te fiz uma música,
nela contava de toda minha saudade,
de toda minha vontade,
de me aproximar de você.
certo dia, eu te vi por aí,
com suas amizades,
me senti distante,
mas não queria admitir.
certo dia , enfim,
eu te olho.
e vejo que tu crescestes,
que tu criastes um coração e sabes sentir,
sabe ter amigos, sabe ser sociável,
sabe até mentir.
deixou pra trás a capa protetora,
de espinhos.
deixou também,
todo aquele conceito que por ti eu tinha,
todo aquele anseio que se remetia,
quando sabia que tu vinha.
deixou-me pra trás decepcionado,
virou uma pessoa que sempre jurou não ser,
e meu coração se dilata por pena de você,
pena de ter jogado fora, o teu sorriso verdadeiro,
por fotos falsas, de sorrisos amarelos.
deixou pra trás, toda a história,
deixou pra trás, alguns amigos.
deixou e não volta mais,
quem aqui chegou foi a saudade,
junto dela, a indiferença,
nunca outrora pensada.
e nesse misto,
de um futuro passado,
de um presente futuro,
de um passado passado,
eu vou levando, ou melhor, deixando.
[ainda por impulso, querendo acreditar]
[por mais que seja mentira, mas querendo acreditar]
que você é a mesma,
que sua vida de aparência,
não te mudou,
que tuas palavras,
ainda valem a pena.
nela contava de toda minha saudade,
de toda minha vontade,
de me aproximar de você.
certo dia, eu te vi por aí,
com suas amizades,
me senti distante,
mas não queria admitir.
certo dia , enfim,
eu te olho.
e vejo que tu crescestes,
que tu criastes um coração e sabes sentir,
sabe ter amigos, sabe ser sociável,
sabe até mentir.
deixou pra trás a capa protetora,
de espinhos.
deixou também,
todo aquele conceito que por ti eu tinha,
todo aquele anseio que se remetia,
quando sabia que tu vinha.
deixou-me pra trás decepcionado,
virou uma pessoa que sempre jurou não ser,
e meu coração se dilata por pena de você,
pena de ter jogado fora, o teu sorriso verdadeiro,
por fotos falsas, de sorrisos amarelos.
deixou pra trás, toda a história,
deixou pra trás, alguns amigos.
deixou e não volta mais,
quem aqui chegou foi a saudade,
junto dela, a indiferença,
nunca outrora pensada.
e nesse misto,
de um futuro passado,
de um presente futuro,
de um passado passado,
eu vou levando, ou melhor, deixando.
[ainda por impulso, querendo acreditar]
[por mais que seja mentira, mas querendo acreditar]
que você é a mesma,
que sua vida de aparência,
não te mudou,
que tuas palavras,
ainda valem a pena.
Ruminado por
Pedro Lira.
meia e quarta.
não tenho inveja, mas já tive.
hoje eu tento ser eu mesmo,
tento ter autonomia,
nas palavras e atos,
demonstrar sabedoria.
não sou prepotente, mas já fui.
fui por achar que era melhor que alguém,
por achar que ninguém é igual,
e que o mundo é benéfico pra mim,
mas a verdade é que todo o mundo é injusto.
hoje eu tento ser eu mesmo,
tento ter autonomia,
nas palavras e atos,
demonstrar sabedoria.
não sou prepotente, mas já fui.
fui por achar que era melhor que alguém,
por achar que ninguém é igual,
e que o mundo é benéfico pra mim,
mas a verdade é que todo o mundo é injusto.
Ruminado por
Pedro Lira.
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