29 novembro 2010

A estrada é o destino...

...e o carro-chefe disso tudo são os sonhos. Não exatamente o carro, mas os pneus. Eles sempre estão lá para te deixar mais rápido, dividir o peso, sustentar-te. Lembrar-te que tu tens um lugar para ir, um objetivo para atingir. Mas como nem toda estrada é perfeita, pode acontecer que num buraco do caminho você estoure seu pneu. Dá raiva ficar assim parado, no meio do nada, sem saber muito bem o que fazer. Depois de um tempo, quando a razão e a tranquilidade volta à mente, você lembra do step e volta a sonhar de novo. Talvez com o mesmo objetivo ou não.
Nessas estradas de dúvidas, objetivos e certezas, vou traçando meu caminho certo na certeza de que tenho de encontrar um caminho. Pode parecer complicado e contraditório, e é, mas deve ser sem graça ter a resposta antes do final do jogo. Daí então, todo este prelúdio sem gosto há de ter algum sentido.

Perdi o foco

É tanta gente falando ao mesmo tempo,
Que o som que sinto falta, é o som do silêncio,
É um mundo conectado, é um mundo em solidão.

10 novembro 2010

Pensamentos soltos...

...faz tempo que não os junto.

E agora eu procuro,
quem um dia me falou,
que as idéias nunca tinham fim.

É agora, eu que procuro,
uma idéia para por um fim,
nessa minha vontade de começar algo.

No fim, enfim,
ninguém sabia de tudo,
só sabia, sim,
que ninguém esperava,
pelo que viria.

Tu viu ? Ria!
porque é no sorriso que se faz sarcasmo,
que é onde se faz cinismo,
que é onde se faz verdade,
que é onde se fez mentira.

Depois dos ímpares repetidos,
eu prefiro a singularidade de um par,
trecho esse que quase ninguém vai entender,
só apenas quem fundo olhar.

01 novembro 2010

aquilo que renasce das cinzas,
está no peito de cada um de nós.
aquilo, digo eu, um disfarce,
pro amor.

13 outubro 2010

alpha omega

Talvez a hora de arrumar as malas seja a mais difícil. É quando você olha pra cada roupa e lembra, o que viveu com cada uma, imagina, o que poderia ter acontecido e , no final, dá um sorriso: valeu a pena. Da última vez, que deitei naquela cama, foi mais difícil. Tinha uma saudade dolorosa no peito. Saudade essa que eu converti em lágrimas. Dessa vez, os olhos marejaram, encheram de água, mas não caíram as lágrimas.

Percebo o efeito narcótico que a esta cidade tem sobre mim : me dá uma falsa realidade. Onde não me preocupo com nada e não existem regras. O futuro vai ser bom, por pior que seja, e o presente é feliz, onde quer que eu esteja, apenas estando lá, andando por entre seus becos e suas ruas, pavimentadas ou não, olhando para uma natureza seca que molha meu ser de uma vontade de viver, de uma vontade de sorrir. Onde toda noite é divertida e os amigos nunca se cansam, sempre tem algum assunto. E como se um dia não bastasse, todo dia é igual ao outro mas mesmo assim, é um dia novo, diferente.

Mas aí, quando chega o fim, agora aqui, deitado nesta cama, olhando para o teto, vejo que tudo isso é um sonho utópico. Que eu vou voltar para minha batalha diária, que eu voltar para onde eu não respiro bem, que eu voltar pedindo para não ficar. Eu me entorpeço em dor, me alegro na tristeza.

Eu sei que meu amor fica aqui mas eu tenho um amor por ti, minha terra, que é maior que todos os outros. Não sei se é o povo, não sei se é o tédio, só sei que quando estou aí, eu fico em paz. Paz essa, que lembra a que tenho quando estou nos braços do meu amor. Mas veja que a tua é mais duradoura, posto que não posso te ter. Vejo que é mais duradoura , pois sei que não gosto de dizer Adeus.

29 setembro 2010

Saturday

Certo dia, me disseram que eu tinha de fazer algo pra ti. Eu pensei que seria fácil e rápido, justo pela minha, enganatória, habilidade para escrever. O tempo passou e meu problema de irrelevar, deixar de lado, afetou. Esqueci por completo o que tinha de fazer, quando fui ver, era tarde demais. Não pense que te ignoro. Eu realmente esqueci a data. Mas, penso eu, de todo jeito, não é preciso uma ocasião especial, para dizer algumas coisas sinceras.

Okay, não sou um dos bons amigos. Talvez nunca eu o seja. Não sei se por falta de assunto ou abraço. Tenho a, infeliz, mania de deixar esquecido tudo que se passa longe de mim, por isso, tento intensificar tudo Muitas vezes exagero, faço muito caso de pouca coisa, mas eu prefiro assim. While you're with me.

Coisas platônicas são intactas, belíssimos cristais, sem falhas, lapidados de acordo com sua imaginação, por vezes, controlada, por outras, não . Ontem à noite, sonhei contigo. Daí surgiu a vontade de escrever algo. Não saiu bom, mas... eu acho que é sincero.

Last night I dreamt about you,
And I miss the things that will never happen.
I remember ... the taste of your kiss ...

21 setembro 2010

uma voz.
um olhar. (dois)
um pensamento. (dois)
uma satisfação, unica.

14 setembro 2010

Dois coelhos, uma cajadada.

Eu me pergunto :
Por que não consigo irrelevar?
Por que não consigo deixar de lado?
Por que é difícil viver sem dor?
Eu me respondo :
Talvez algo se explique por 'amor'.

A gente só pensa no tempo que vem, ou que virá e acaba esquecendo do tempo que passou, da semana que passou. Certo dia, eu tinha duas pessoas, uma longe, mas que estava perto, e outra mais longe ainda, mas que estava dentro de mim, me deu formação para ser o que eu sou. Hoje, perdi as duas.
 A sensação de perder alguém é sublime, é sobrenatural, é insensível. Daí, você se sente entorpecido e não consegue acreditar no que está sentindo. Você tenta voltar atrás, mas a mesma vontade de voltar, se funda na vontade de ficar, porque tu sabes que não adianta voltar, agora você perdeu-o e não há como voltar.
E tu sentes um certo vazio no peito.
E tu sentes que existe algo mais puxando seu ar.
Tu achas que tudo aquilo um dia vai passar e vocês vão voltar a se falar, abraçar , chorar e até brigar novamente. Mas no fundo da alma, tu sabes que ela já foi embora. E tu lutas contra aquilo, porque se sente culpado na inocência do perder. Algumas pessoas vão, outras ficam , mais ainda virão, mas por mais que cheguem outros sorrisos, olhares e abraços, só vais querer aqueles que tu não podes ter. Tu descansarás então num mar de lembranças de coisas que nunca viu, num rio de sentimentos que nunca sentiu, porém hoje sentas n'um gramado onde tudo é preto-e-branco, não existe arco-íris, não existe céu.

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Eu só queria , para as duas pessoas, poder dar um abraço e dizer que sinto muito.
Pedir mais uma chance para fazer alguma pseudo-lembrança tornar-se verídica.
Sinto que já não posso escolher, decidir, deliberar nem julgar.
Sinto que já é tarde demais.

12 setembro 2010

minha praia

é difícil ver o céu,
com tantas luzes em chão.
é impossível ver-te nua,
querida lua.

vi uma estrela,
de brilho amarelo.

ouvi o barulho,
das ondas do mar.

uma sede insaciável,
uma saudade de você.

me sinto náufrago,
à se afogar,
sem tu , meu barco,
para me salvar.

e a cada onda quebrando cá,
lembro-me das enchentes e secas,
que passamos por lá.

e cada lágrima que hei de derramar,
é mais uma a juntar-se ao mar,
enquanto estou , só, à esperar,
o por-do-sol, ir-se devagar.

02 setembro 2010


 " - Sempre jogava na loteria. Um dia acertou na quina.
     Mas seus pulos não foram de alegria. Foram de dor.
     Nem todas as quinas são de sorte. Algumas são de mogno. "

de Wilson Gorj