13 julho 2010

"Quem quiser encontrar o amor,
 Vai ter que sofrer,
 Vai ter que chorar.
 
Amor assim não é amor,
É sonho, é ilusão,
Pedindo tantas coisas,
Que não são do coração.
 
Quem quiser encontrar o amor,
Vai ter que sofrer,
E ter que chorar.
 
Amor que pede amor,
Somente amor há de chegar,
Pra gente que acredita,
E não se cansa de esperar.
 
 Feliz então sorrindo,
  Minha gente vai cantar,
  Tristeza vai ter fim,
  Felicidade vai ficar.

 Quem quiser encontrar o amor,
  Vai ter que esperar,
  Vai ter que esperar."
 
 Quem quiser encontrar o amor
de Geraldo Vandré e Carlos Lyra

12 julho 2010

Nem diferente, nem igual

mais uma noite, mesmo banco, mesma espera estressante depois de um dia estonteante. talvez tivesse alguma coisa de diferente, eu sabia que meu ônibus ia demorar porque o vi saindo para dar o radial assim que cheguei na terminal. entro, olho para trás, me despeço do meu amor , cumprimento uma conhecida , sigo meu caminho e sento, pronto para mais uma dose de espera. como sempre, fico a observar todo mundo que "passeia" pela integração . gente de todo tipo, mas principalmente os jovens, os coloridos e "emos", e os velhos, eu tenho uma certa curiosidade com o comportamento deles. tudo dentro dos conformes, nada de interessante. nesse meio tempo, chega uma mãe com seus dois filhos,um casal de no máximo 7 anos, sendo o menino mais novo, ambos chupando o "caldo" de seus respectivos milhos cozidos, recém comprados. a mãe, senta no banco da minha frente, começa a mexer no celular e numas sacolas que consigo estava, a menina senta no banco a direita dela e parece reservada, fala baixo. o menino, que tem cara de guri buchudo,  ficou em pé em frente a irmã. eu sério e observador, como habitualmente, segurei o riso para não passar vergonha quando o moleque deixou cair o milho no chão, novinho, sem nenhuma mordida. a mãe explodiu :
- "EITA MENINO LESO,DÁ VONTADE DE FALAR UMA MERDA COM UMA COISA DESSA...." , daí o guri ficou lá, com cara de choro e bicão, olhando pro milho da irmã. ninguém o consolava. eu fiquei pensando :
- "será que ela vai dar um pedaço ? isto parece com aquela cronica da sala de aula..." . passaram alguns minutos e nada. mas também do nada, a menina disse :
- "mãe, parte um pedacinho pra Italo ?", o moleque sorriu. eu dei um riso. a mãe pegou o milho da filha, torou-o em duas partes, o menino pegou a maior e ainda recebeu o grito :
- "AGORA DERRUBE ESSE, LESEIRA!" , ele riu e começou a comer. tá, tudo bem que não é coisa demais, mas de duas crianças que não sabem de nada do mundo, vem um gesto de irmandade e compaixão com o outro de sinceridade, coisa que hoje em dia, com todo conhecimento acumulado, dos adultos, e forjado, dos jovens, não existe. nesse mundo cão, ainda existem pequenas surpresas que nos fazem sorrir um pouco, pela pureza. quando o meu ônibus chega, ainda escuto a mãe dizendo :
- "menino, larga esse sabugo, não tem mais nada aí!"
- "mas mãe, deixa eu chupar o caldin..."

07 julho 2010

Nem pra lá, nem pra cá

é fácil seguir no caminho da indiferença, desilusão.
é fácil fechar os olhos e só pensar,lembrar, das coisas ruins.
é fácil desistir por ser mais difícil mas correto e assim ser infeliz.
é fácil cometer erros e pensar que não haverão consequencias.
é fácil pensar que a conciência não vai pesar.

difícil é ser feliz, mas quando se é,
difícil é querer deixar de o ser.

04 julho 2010

Companheira

saudade já nasce grande,
só faz aumentar.

tem vez que ela se esconde,
de forma que não dá nem pra notar.

tem vez que ela aparece,
de tão forte ela pode matar.

saudade machuca,
trás dor, faz chorar.

saudade é solidão e tristeza,
é tarde chuvosa,
é não ter namorada.

saudade nasce com a alma,
morre com o corpo,
vive no presente do ausente.

mas saudade tem cura,
só basta só encontrar o amor.

02 julho 2010

treinando a supressão do desejo

30 junho 2010

Here or in Hell (cife)

when you left me,
before the storm,
my heart turn into a stone,
of pure pain and loneliness...

the raindrops falling over my head,
the creepy cold around my ear,
there's nothing that I can do...

why the fate made this to us ?
this fucking way to brake our hope,
and never more give me your love,
give me your love...

my faith is you,
my heart beats for you,
my eyes are looking for you,
wherever you go.

28 junho 2010

Eu que não sou bobo (nem muito menos esperto)

nesse pequeno mundo pequeno,
a cada esquina que eu passo,
a cada copo que eu bebo,
é longe e cedo, perto,
um passo no teu corpo.

a cada momento sozinho,
consigo imaginar,
como seria então estar,
com você aqui por perto,
com teu olhar esperto me dizendo,
o que eu não devo fazer.

se acha assim tão fácil,
porque não vem me dar,
umas aulinhas de prazer ?

em pouco tempo-espaço,
vem aquele cheiro,
uma lembrança de ...

eu que não sou bobo,
nem muito menos sou esperto,
me criei com cobra e serpente,
sei me defender.

26 junho 2010

o cheiro do desejo

talvez alguns palavras falem demais,
ao passo que a voz não sai da boca,
ao passo que os olhos lêem e entoam,
mais um desejo mal sucedido.

talvez a brincadeira,
talvez o sorriso,
por fim, o cheiro,
e a voz aos ouvidos.

talvez a eterna dúvida,
sempre maior à certeza,
talvez a certeza,
que a dúvida sempre existirá.

talvez esse cheiro,
certeza em mão,
que a dúvida do desejo,
sempre continuará de pé.

21 junho 2010

Recapitulação

eu estava lá ou lá estava ela. todavia, no mesmo lugar ocorríamos de estar. talvez um verso do destino,quem sabe por insensatez do escritor, no meio de tantas reticências, havia uma exclamação. mas nem tanto exclamativa, parecia mais um ponto-e-vírgula, que delimitava as pessoas dentre zeros e uns. abri aspas e pensei : "tenho uma técnica que é infalível! vou usar... " ; usei  a minha "travessão", iniciei um diálogo; ela me respondeu. "eu sabia que funcionaria..." . daí então, foram parênteses tortos e deitados, interrogações curiosas, pontos surpreendentes. eu até então "uma pergunta sem resposta" tinha encontrado uma exclamação para minhas dúvidas , "nossa , quem diria , não ?", e aos poucos foi crescendo, crescendo, vai-se um parágrafo, dois. vai-se uma caneta, três. aqui e acolá uma borracha, por causa de alguns borrões, mas no final, nem precisou passar a limpo, para mim, estava tudo claro. letras legíveis, redondinhas, típicas de menina prendada. "ah, aquela exclamação, era tudo que eu queria falar pro mundo!". mas  o mundo então, como é besta e tem inveja, fez da noite curta e não tinha jeito "já cheguei no final" , o ponto final. talvez um dia em outros capítulos eu leia você, para mais umas linhas em aberto ou um parêntese mal fechado, enquanto as páginas não fazem nos encontrarmos novamente, fico aqui recapitulando, como foi interessante o nosso pequeno texto.

02 junho 2010

fisicamente, dois corpos se atraem por terem duas cargas diferentes, porém praticamente, a física mente, e como o palhaço-mestre já disse, os dispostos se atraem, mas não necessariamente dois dispostos, apenas um. para cada um, na arábia,por vezes mais. basta um querer e se deixar levar. e quando quem procura acha, fica aquela coisa estranha, descrente naquilo que mais queria acreditar : achar sua cara metade. a cara, é diferente, a metade encaixa mal , mas encaixa. certas vezes, existem brigas, e quase separações, mas são metades e apenas as duas juntas, formam um um, que pode ser o primeiro.