cá pra nós,
esse ar salgado,
esse vento gostoso,
esse silêncio também..
fazia tempo qu'eu não sentava num sofá sem nenhuma preocupação (aparente) em mente...
só o barulho das ondas lá atrás, a certeza de que tenho alguem pra amar e uma paz..
cada onda ao quebrar, é um suspiro de satisfação,
estou cansado...
de tudo e de algo mais.
mas...
esse ambiente e essa sensação ...
me da vontade de querer mais,
de sair, correr atrás.
não tenho palavras para descrever,
e por mais que eu tivesse,
me faltaria a capacidade de escrevê-las.
02 fevereiro 2011
10 janeiro 2011
Rascunho
as palavras formaram chão,
logo agora que aprendi a voar,
quanto mais tempo passo do lado de cá,
imagino o quanto poderia ter conhecido do lado de lá.
aqui estou eu,todavia,
sem estar,
pensando em outro lugar,
pensando onde devo ir.
ultimamente,
tenho andado,
mas ainda assim,
parado.
nem lógica,
nem sentido,
nem coerência,
nem coesão.
me resta chão,
e desilusão,
me resta saber,
onde irei descansar.
porque cansei de ficar cansado,
e cansei, só de pensar em ficar parado.
logo agora que aprendi a voar,
quanto mais tempo passo do lado de cá,
imagino o quanto poderia ter conhecido do lado de lá.
aqui estou eu,todavia,
sem estar,
pensando em outro lugar,
pensando onde devo ir.
ultimamente,
tenho andado,
mas ainda assim,
parado.
nem lógica,
nem sentido,
nem coerência,
nem coesão.
me resta chão,
e desilusão,
me resta saber,
onde irei descansar.
porque cansei de ficar cansado,
e cansei, só de pensar em ficar parado.
Ruminado por
Pedro Lira.
19 dezembro 2010
Boa noite
o coração bate mais forte,
as mãos tremem,
a respiração "ofega".
não é orgasmo,
nem mesmo infarto.
é algo melhor,
que não deixa o sorriso sair
do mesmo molde onde se criou.
as mãos tremem,
a respiração "ofega".
não é orgasmo,
nem mesmo infarto.
é algo melhor,
que não deixa o sorriso sair
do mesmo molde onde se criou.
Ruminado por
Pedro Lira.
18 dezembro 2010
Conclusão
Sensação de escorrer por entre os dedos.
De ir mas ficar.
Não ir.
Mas foi.
Foi e não volta.
Não do mesmo jeito.
De ir mas ficar.
Não ir.
Mas foi.
Foi e não volta.
Não do mesmo jeito.
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Pedro Lira.
11 dezembro 2010
Um par é ímpar.
Ainda estão presentes os mesmos sorrisos,
As caras mudaram um pouco,
Mas o interior continua o mesmo.
Continuam o mesmo,
Mas por continuarem iguais,
Já estão diferentes.
E a igual diferença,
Faz com que haja singularidade
Na pluralidade da existência de cada ser.
Talvez então,
O pouco dessa diferença,
Faça tanto em meio a comparações,
Mas junto d'O Todo, se tornam vãs.
A vida se constrói de diferentes tijolos que se encaixam,
Existem brechas, apesar de compactos,
Mas que estas são suprimidas pela junção do cimento,
O amor pelo próximo.
No meu caso, minha casa já está montada.
Só está esperando por você.
Venha logo me ver,
Eu não aguento ficar sem vo.. .
As caras mudaram um pouco,
Mas o interior continua o mesmo.
Continuam o mesmo,
Mas por continuarem iguais,
Já estão diferentes.
E a igual diferença,
Faz com que haja singularidade
Na pluralidade da existência de cada ser.
Talvez então,
O pouco dessa diferença,
Faça tanto em meio a comparações,
Mas junto d'O Todo, se tornam vãs.
A vida se constrói de diferentes tijolos que se encaixam,
Existem brechas, apesar de compactos,
Mas que estas são suprimidas pela junção do cimento,
O amor pelo próximo.
No meu caso, minha casa já está montada.
Só está esperando por você.
Venha logo me ver,
Eu não aguento ficar sem vo.. .
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Pedro Lira.
29 novembro 2010
A estrada é o destino...
...e o carro-chefe disso tudo são os sonhos. Não exatamente o carro, mas os pneus. Eles sempre estão lá para te deixar mais rápido, dividir o peso, sustentar-te. Lembrar-te que tu tens um lugar para ir, um objetivo para atingir. Mas como nem toda estrada é perfeita, pode acontecer que num buraco do caminho você estoure seu pneu. Dá raiva ficar assim parado, no meio do nada, sem saber muito bem o que fazer. Depois de um tempo, quando a razão e a tranquilidade volta à mente, você lembra do step e volta a sonhar de novo. Talvez com o mesmo objetivo ou não.
Nessas estradas de dúvidas, objetivos e certezas, vou traçando meu caminho certo na certeza de que tenho de encontrar um caminho. Pode parecer complicado e contraditório, e é, mas deve ser sem graça ter a resposta antes do final do jogo. Daí então, todo este prelúdio sem gosto há de ter algum sentido.
Nessas estradas de dúvidas, objetivos e certezas, vou traçando meu caminho certo na certeza de que tenho de encontrar um caminho. Pode parecer complicado e contraditório, e é, mas deve ser sem graça ter a resposta antes do final do jogo. Daí então, todo este prelúdio sem gosto há de ter algum sentido.
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Pedro Lira.
Perdi o foco
É tanta gente falando ao mesmo tempo,
Que o som que sinto falta, é o som do silêncio,
É um mundo conectado, é um mundo em solidão.
Que o som que sinto falta, é o som do silêncio,
É um mundo conectado, é um mundo em solidão.
Ruminado por
Pedro Lira.
10 novembro 2010
Pensamentos soltos...
...faz tempo que não os junto.
E agora eu procuro,
quem um dia me falou,
que as idéias nunca tinham fim.
É agora, eu que procuro,
uma idéia para por um fim,
nessa minha vontade de começar algo.
No fim, enfim,
ninguém sabia de tudo,
só sabia, sim,
que ninguém esperava,
pelo que viria.
Tu viu ? Ria!
porque é no sorriso que se faz sarcasmo,
que é onde se faz cinismo,
que é onde se faz verdade,
que é onde se fez mentira.
Depois dos ímpares repetidos,
eu prefiro a singularidade de um par,
trecho esse que quase ninguém vai entender,
só apenas quem fundo olhar.
E agora eu procuro,
quem um dia me falou,
que as idéias nunca tinham fim.
É agora, eu que procuro,
uma idéia para por um fim,
nessa minha vontade de começar algo.
No fim, enfim,
ninguém sabia de tudo,
só sabia, sim,
que ninguém esperava,
pelo que viria.
Tu viu ? Ria!
porque é no sorriso que se faz sarcasmo,
que é onde se faz cinismo,
que é onde se faz verdade,
que é onde se fez mentira.
Depois dos ímpares repetidos,
eu prefiro a singularidade de um par,
trecho esse que quase ninguém vai entender,
só apenas quem fundo olhar.
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Pedro Lira.
01 novembro 2010
13 outubro 2010
alpha omega
Talvez a hora de arrumar as malas seja a mais difícil. É quando você olha pra cada roupa e lembra, o que viveu com cada uma, imagina, o que poderia ter acontecido e , no final, dá um sorriso: valeu a pena. Da última vez, que deitei naquela cama, foi mais difícil. Tinha uma saudade dolorosa no peito. Saudade essa que eu converti em lágrimas. Dessa vez, os olhos marejaram, encheram de água, mas não caíram as lágrimas.
Percebo o efeito narcótico que a esta cidade tem sobre mim : me dá uma falsa realidade. Onde não me preocupo com nada e não existem regras. O futuro vai ser bom, por pior que seja, e o presente é feliz, onde quer que eu esteja, apenas estando lá, andando por entre seus becos e suas ruas, pavimentadas ou não, olhando para uma natureza seca que molha meu ser de uma vontade de viver, de uma vontade de sorrir. Onde toda noite é divertida e os amigos nunca se cansam, sempre tem algum assunto. E como se um dia não bastasse, todo dia é igual ao outro mas mesmo assim, é um dia novo, diferente.
Mas aí, quando chega o fim, agora aqui, deitado nesta cama, olhando para o teto, vejo que tudo isso é um sonho utópico. Que eu vou voltar para minha batalha diária, que eu voltar para onde eu não respiro bem, que eu voltar pedindo para não ficar. Eu me entorpeço em dor, me alegro na tristeza.
Eu sei que meu amor fica aqui mas eu tenho um amor por ti, minha terra, que é maior que todos os outros. Não sei se é o povo, não sei se é o tédio, só sei que quando estou aí, eu fico em paz. Paz essa, que lembra a que tenho quando estou nos braços do meu amor. Mas veja que a tua é mais duradoura, posto que não posso te ter. Vejo que é mais duradoura , pois sei que não gosto de dizer Adeus.
Percebo o efeito narcótico que a esta cidade tem sobre mim : me dá uma falsa realidade. Onde não me preocupo com nada e não existem regras. O futuro vai ser bom, por pior que seja, e o presente é feliz, onde quer que eu esteja, apenas estando lá, andando por entre seus becos e suas ruas, pavimentadas ou não, olhando para uma natureza seca que molha meu ser de uma vontade de viver, de uma vontade de sorrir. Onde toda noite é divertida e os amigos nunca se cansam, sempre tem algum assunto. E como se um dia não bastasse, todo dia é igual ao outro mas mesmo assim, é um dia novo, diferente.
Mas aí, quando chega o fim, agora aqui, deitado nesta cama, olhando para o teto, vejo que tudo isso é um sonho utópico. Que eu vou voltar para minha batalha diária, que eu voltar para onde eu não respiro bem, que eu voltar pedindo para não ficar. Eu me entorpeço em dor, me alegro na tristeza.
Eu sei que meu amor fica aqui mas eu tenho um amor por ti, minha terra, que é maior que todos os outros. Não sei se é o povo, não sei se é o tédio, só sei que quando estou aí, eu fico em paz. Paz essa, que lembra a que tenho quando estou nos braços do meu amor. Mas veja que a tua é mais duradoura, posto que não posso te ter. Vejo que é mais duradoura , pois sei que não gosto de dizer Adeus.
Ruminado por
Pedro Lira.
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